terça-feira, 10 de maio de 2016

25 de Abril

             Para que nunca seja esquecido o sentido da palavra liberdade, o grupo disciplinar de História e Geografia de Portugal, em articulação com a biblioteca escolar, organizou, entre os dias 26 de abril e 3 de maio, diversas atividades em torno do significado da “Revolução de 25 de Abril de 1974” e dos valores que veicula. Para o efeito, a biblioteca escolar engalanou-se a rigor com as cores e as imagens da liberdade e, ao som da música que canta Abril, os alunos expuseram trabalhos sobre a época. Houve, simultaneamente, apresentação de recursos digitais: PowerPoints e vídeos/documentários. E com o objetivo de enaltecerem os poetas que cantaram abril, um grupo de alunos deslocou-se às salas de aulas para declamar e distribuir poemas por todos os professores da escola. 

            Tendo o nosso Agrupamento como grande meta tornar todos as suas bibliotecas inclusivas, os alunos da Unidade de Educação Especial também participaram  ativamente neste evento: assistiram à apresentação de  um powerpoint sobre o que é ser livre, onde eles próprios eram as personagens; trouxeram cravos vermelhos de papel elaborados na Unidade; no final, de cravo em punho, cantaram, em conjunto com as suas professoras, a canção “Grândola Vila Morena”.
E para que os alunos CEI percebessem que a liberdade é, de facto, uma palavra muito, muito, doce, no sentido literal e não literal do significado, ao caule dos cravos foram adicionadas amêndoas de chocolate.  
 Como esta revolução aconteceu há 42 anos e os nossos alunos, no geral, não imaginam o que é viver sem liberdade, os professores de História e Geografia de Portugal dos 5.º e 6.º anos trouxeram as turmas do 2.º ciclo à biblioteca e leram-lhes histórias juvenis sobre a temática do 25 de abril de 1974. Nesta actividade, tiveram a  participação dos Encarregados de Educação e membros da equipa da biblioteca escolar.
Pelos olhos curiosos dos alunos das diferentes turmas passaram autores como Alice Vieira, com Vinte e cinco a sete vozes; Manuel António Pina, com O Tesouro, José Jorge Letria, com O 25 de Abril explicado às crianças …e aos outros e José Fanha, com  Era uma vez Abril.
Pela voz dos professores, tomaram conhecimento de casos de pessoas que foram torturadas durante o Estado Novo, assistiram a depoimentos gravados (para alguns, e também para nós, é difícil compreender como é que alguém era preso só pela simples razão de ter uma visão contrária ao regime. Assistiram também a uma gravação que mostrava a rendição de Marcelo Caetano e viram imagens de Salgueiro Maia, o maior exemplo de coragem da revolução do 25 de Abril de 1974, cuja célebre frase “ quem quiser venha comigo, vamos acabar com o estado a que chegamos” espelha o cariz carismático deste militar que teve um importante papel na revolução e que, por esse facto, vai ser condecorado com a Ordem do Infante D. Henrique, no próximo dia 1 de julho, data em que o Capitão de Abril faria 72 anos.
A comemoração do 42.º aniversário da revolução de 25 de Abril de 1974, na Escola Dr. Francisco Gonçalves Carneiro, resultou do trabalho colaborativo entre  os  professores de História e Geografia de Portugal, alunos, equipa da biblioteca escolar, encarregados de educação e Unidade de Educação Especial. Todos os intervenientes da comunidade educativa deram as mãos para enaltecer os valores da liberdade e da democracia.
 Viva o 25 de Abril! Viva Portugal!

Equipa da BE

Leituras Partilhadas


Dia da Mãe

O Dia da Mãe comemora-se no 1.º domingo de maio e a biblioteca escolar não podia de deixar de se associar ao acontecimento, decorando um pequeno espaço com elementos referentes àquele ser que nos dedica um amor incondicional, imensurável e eterno.
 Livros, poemas, receitas da melhor mãe e trabalhos realizados pelos alunos contribuíram para alindar o lugar onde a palavra amor, rima em versos soltos com todas as palavras belas.
            Mas o melhor presente foi a decisão tomada pela equipa da biblioteca escolar ao pretender pincelar a data de poesia e ternura, homenageando as mães do agrupamento: as biológicas, as do coração, as que ainda o hão de ser e as outras que, não o sendo, têm a mesma sensibilidade e distribuem  amor de mãe aos que aconchegam no seu coração, oferendo-lhes um singelo poema.           
                                                                                                                                Equipa da BE
POEMA À MÃE

No mais fundo de ti,
eu sei que traí, mãe.

Tudo porque já não sou
o menino adormecido
no fundo dos teus olhos.

Tudo porque tu ignoras
que há leitos onde o frio não se demora
e noites rumorosas de águas matinais.

Por isso, às vezes, as palavras que te digo
são duras, mãe,
e o nosso amor é infeliz.

Tudo porque perdi as rosas brancas
que apertava junto ao coração
no retrato da moldura.

Se soubesses como ainda amo as rosas,
talvez não enchesses as horas de pesadelos.

Mas tu esqueceste muita coisa;
esqueceste que as minhas pernas cresceram,
que todo o meu corpo cresceu,
e até o meu coração
ficou enorme, mãe!

Olha - queres ouvir-me? -
às vezes ainda sou o menino
que adormeceu nos teus olhos;
ainda aperto contra o coração
rosas tão brancas
como as que tens na moldura;

ainda oiço a tua voz:
Era uma vez uma princesa
no meio de um laranjal...

Mas - tu sabes - a noite é enorme,
e todo o meu corpo cresceu.
Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber.

Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas.

Boa noite. Eu vou com as aves.

Eugénio de Andrade 

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Concurso Nacional de Leitura

No dia 21 de abril, decorreu a fase distrital do CNL, em Chaves, tendo os alunos Estela Dinis, Beatriz Almeida, Teresa Louçano, Teófilo Rodrigues, Ana Carolina Calvão e Cláudia Cid, três representantes do 3.ºCEB e três do Secundário, respetivamente,  dignificado o nosso AEAG com a sua prestação responsável.
De destacar que a aluna Cláudia Cid foi uma dos cinco concorrentes selecionados para a prova oral, representando de forma brilhante a sua escola.

Parabéns a todos!


terça-feira, 3 de maio de 2016

À Roda do Livro

Alunos do 9ºA e do 9ºB dinamizaram mais uma sessão do projeto “À Roda do Livro”, falando sobre as suas escolhas e incentivando os colegas à leitura dos livros apresentados.

Parabéns a todos!


domingo, 1 de maio de 2016

Feliz Dia da Mãe

Minha mãe, onde guardaste 
O retrato de um bebê 
Que tu dizes que era meu e agora já não é?
Minha mãe, onde guardaste
As botas de cabedal
Que tu dizes que eram minhas
E onde não cabe o meu pé?
Minha mãe, onde guardaste
O raminho de alecrim
Que tu dizes que eu te dei
Para o receberes de mim?
Minha mãe, onde guardaste a caixinha das tolices
Que tu dizes que eu troquei 
Por um saco de meiguices?
Minha mãe, onde guardaste
Os sonhos que eu não sonhei 
Que tu dizes que eram meus
E agora já não o são?


                                                 Maria Alberta Menéres



A todas as MÃES,
as biológicas, as do coração, as que ainda o hão de ser e as outras que, não o sendo, têm a mesma sensibilidade e distribuem  amor de mãe aos que aconchegam no seu coração.

Equipa da Biblioteca Escolar

Encontro de escritores

Aliando-se ao projeto “Ponte Escrita”, as bibliotecas das escolas EB1 Nº3, EB2,3 Dr. Francisco Gonçalves Carneiro e Secundária Dr. António Granjo receberam, no dia 15 de abril, os escritores Herculano Pombo, Rui Vieira e Tiago Salazar, respetivamente.
                Num ambiente preparado para o efeito, os autores conversaram com os alunos sobre o seu percurso enquanto escritores e leitores, encantando os alunos, desde o 3.º ao 11.º ano, que lhes colocaram diversas questões sobre as suas experiências e obras.
O escritor Alexandre Pombo trouxe aos alunos vivências que originaram a publicação da obra Crescem pães sobre os Outeiros, em colaboração com o Eng. Altino Rio, que também esteve presente. Na despedida, após concluído o espaço dedicado às questões colocadas pelos alunos, o escritor prometeu aos pequenitos do 3.º e 4.º ano que voltaria àquele espaço para ler a história que entretanto irá criar no âmbito de projeto “Ponte Escrita”.  
 Na EB2,3 Dr. F. Gonçalves Carneiro, o escritor Rui Vieira direcionou a sua intervenção para a promoção da leitura. Falou apaixonadamente de livros e do bem-estar que trazem aos que já descobriram esse deleite. Quis conhecer os gostos literários dos alunos, realçando a componente lúdica e didática das viagens que são possíveis realizar através das páginas dos livros e a forma como a leitura regular valoriza as suas aprendizagens, tornando-os alunos competentes e leitores felizes. A sessão foi-se prolongando para além do tempo calendarizado para o efeito, já que os alunos estavam presos ao fio condutor do relato de experiências do escritor que, por seu lado, também se sentia bastante envolvido com o colorido de emoções que transparecia das intervenções espontâneas dos alunos. Muito assertivo perante os alunos, Rui Vieira atribuiu um papel determinante ao esforço e empenho na concretização de sonhos que serão, certamente, acreditamos nós, mais bonitos se forem embalados pela magia dos livros. 
                Na Escola Secundária Dr. António Granjo, o escritor viajante Tiago Salazar falou dos seus amores imutáveis - a escrita e as viagens, provocando um fascínio ímpar no grupo etário a quem se dirigia e estimulando questões diversas, associadas à sua experiência enquanto viajante. Falando da literatura de viagens, salientou o facto de, desde sempre, Portugal ter sido um país de escritores-viajantes, exemplificando com autores quinhentistas, que nos transportaram, através da escrita, para novos locais, novas culturas, novas realidades, ajudando a formar pessoas mais cultas e sábias, daí a importância da leitura para construir pensamento e tornar as pessoas mais conhecedoras e críticas. No final, teve a simpatia de participar na atividade “O poder da gratidão”, inserida no projeto Todos Juntos Podemos Ler, escrevendo uma mensagem de agradecimento.
Graças a esta iniciativa cultural, promovida pelo Município de Chaves, estes escritores passaram pelas nossas escolas, propiciando aos alunos a possibilidade de conhecer outros livros, outras leituras, outros autores.
E, porque sabemos que a vida pode sempre mudar para melhor pela influência de um  livro ou de um autor, pedimos aos artistas das palavras luminosas  que  voltem sempre!

Equipa da BE